Quem fala quando escrevo “eu”? Transmissão psíquica e autoficção.
Quem fala quando escrevo “eu”? Transmissão psíquica e autoficção.
Para celebrar o lançamento do Boletim CEAPIA 2026 – Um Boletim em Cartas, convidamos Natália Borges Polesso e Laura Lotti para uma conversa no encontro entre psicanálise e literatura.
Neste ano, enquanto instituição, encontramo-nos atravessados e mobilizados pelo tema da Jornada Anual: a Transmissão Psíquica.
Ao longo de suas páginas, o Boletim 2026 aposta na palavra endereçada como possibilidade de dar forma, transmitir e transformar experiências. No gesto de escrever, porém, uma nova pergunta se abre: quem fala quando escrevo “eu”?
Em um momento em que somos constantemente convidados a registrar e compartilhar quem somos e o que fazemos, escrever sobre si pode ser apenas mais uma expressão narcísica, característica da nossa época. No entanto, a autoficção tensiona as fronteiras entre memória e invenção, experiência e narrativa. Se somos constituídos também pelas histórias, vínculos e fantasmas que nos circundam, escrever sobre si talvez seja, em alguma medida, escrever a partir de muitos outros.
O que acontece quando uma experiência se torna palavra? O que preservamos, transformamos ou criamos ao narrarmos a nós mesmos?
Convidamos todos para ampliarmos essas reflexões e brindarmos mais uma edição do Boletim CEAPIA no dia 19/09, às 10h. Antes e após a fala de nossas convidadas, contaremos com a presença da @livrariabaleia, com uma curadoria de livros relacionados à temática do evento. Evento gratuito e aberto ao público. Inscreva-se no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf74N8lsr4NdoiPG7u65Me1AA23NcIW7cYhOQMqfiP3y1q0uA/viewform?usp=publish-editor

